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Olá Galerinha, vamos falar um pouco dos nossos cabelos?12188935_546501912165580_3009854962671005055_n

A história do Black Power começa nos anos 20 como uma busca para romper com os padrões eurocêntricos e trazer de volta a identidade e a raiz africana nas diásporas. Mas acabou ganhando mais força na década de 60 e 70, e a expressão não só fazia alusão ao cabelo crespo como também as lutas do povo negro no ocidente.

Nessa época nomes influentes hoje em dia foram surgindo, como  Angela Davis, integrante das panteras negras e de Robert F. Willians que foi presidente do NAACP (Associação Nacional Para o Progresso de Pessoas de Cor), lutou pelos direitos civis dos negros no EUA e foi um dos primeiros a usar a expressão Black Power no sentido político. Foi um período intenso para os pretos buscando o fim da segregação racial. O punho cerrado foi um dos emblemas do ativismo enquanto o Black Power estava literalmente na cabeça das pessoas . Stokely Carmichael ativista radical foi quem realmente criou o lema Poder Negro e escreveu os livros Stokely Speaks: Black Power back to Pan-Africanism.

O cabelo afro também esteve presente na musica nacional e internacional. Como iríamos nos esquecer dos Jackson Five, Billy Preston que tocou com os Beatles, Chuck Berry considerado por muitos o criador do rock, Nina Simone com uma trajetória e música comovente, Prince, Whitney Houston, Gloria Gaynor e Diana Ross, lendas da Black Music que não cessam mais. O Brasil também não fica atrás contribuindo com a música popular artistas magníficos, Milton Nascimento, Gilberto Gil, Alcione, Tim Maia que mesmo que nem todos usassem seus cabelos crespos e para o alto, não deixaram de fazer historia e se tornar inspirações. Tony Tornado e Tim Maia depois de irem aos EUA  e terem contato com o movimento negro também aderiram o visual inserindo- o no Brasil.

Ainda é difícil mesmo hoje depois de tanta luta se identificar em uma revista ou novela. Manter o cabelo natural é mais complicado para os homens que infelizmente são mais discriminados por ter cabelo grande e crespo, com associações a cabelos sujos e mal cuidados. E nos mulheres que passamos pelo mesmo, desde pequenas acabamos sendo coagidas por pessoas próximas e a mídia, a nos enxergar como feias, cabelo duro, e recorrer a procedimentos prejudiciais para alisar os cabelos e ser mais aceita no meio social. Nada disso nos deixa feliz, e o a transição para o cabelo natural é muito dolorosa, somos criticadas, olhamos para o espelho e temos que exercitar o amor próprio todos os dias. A maioria de nós começou a alisar os cabelos na infância, esquecemos até como é a textura dos fios. Mas não podemos esquecer todo o percurso de militância e resistência que nossos cabelos simbolizam.

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A história do povo negro é longa, árdua e mesmo que com muito sofrimento é superação atrás da outra. Não deixamos de ocupar lugares de destaque ao longo dos anos mesmo com o racismo. Foram décadas reafirmando nossa origem e não sucumbindo aos padrões europeus. Ter um cabelo afro não é só estética, é um ato político e temos que mostrar a nossos irmãos e irmãs que ser preto é lindo.

“Estamos gritando liberdade há seis anos.O que vamos começar a dizer agora é Poder Preto” – Stokely Carmichael

até a próxima 🙂

assinatura Sá ollebar

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